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Europeus Preocupados com Aumento dos Comportamentos Anti-Sociais
09 Maio 2006

ADT divulga estudo europeu sobre comportamentos anti-sociais

De acordo com um estudo encomendado pela ADT, fornecedor líder europeu de soluções de segurança electrónica e detecção de incêndio, a Grã-Bretanha e a França são apontados como os países da Europa com maior índice de problemas de comportamento anti-social.

Com base na realização de inquéritos a mais de 7000 pessoas em vários países europeus, o estudo revela ainda que este tipo de comportamento está a crescer um pouco por toda a Europa. Esta é a primeira pesquisa regional que aborda o problema dos comportamentos anti-sociais e fornece uma visão interessante sobre a forma como a opinião pública europeia encara este assunto.

Alguns países são mais afectados do que outros por este fenómeno social. Quando questionados sobre a gravidade do problema, a percentagem de inquiridos que admite estar perante um problema grave ou muito grave é de:

  1. Grã-Bretanha       76 por cento
  2. França                   75 por cento 
  3. Alemanha             61 por cento
  4. Itália                       52 por cento
  5. Espanha               51 por cento
  6. Países Baixos     44 por cento

Foi pedido a todas as pessoas que participaram neste estudo que enumerassem quais os comportamentos mais preocupantes. Os seguintes actos foram enumerados pelos inquiridos como um dos três comportamentos mais preocupantes:

  1. Vandalismo                                                    70 por cento
  2. Comportamento agressivo                         59 por cento
  3. Falta de respeito                                            58 por cento
  4. Intimidação                                                     36 por cento
  5. Comportamentos sob o efeito do álcool  24 por cento
  6. Vizinhos barulhentos                                    17 por cento
  7. Graffiti                                                               17 por cento

O estudo revelou também a existência de “hotspots” que favorecem o comportamento anti-social em cada país. Os franceses e os italianos consideram que o maior risco reside nos grandes aglomerados residenciais, enquanto os alemães elegem os terminais de transporte como os locais mais perigosos. Para os ingleses e para os espanhóis o risco é maior nas zonas de diversão nocturna e para os holandeses as maiores ameaças estão nos espaços comerciais.
Os inquiridos referem que as pessoas na faixa etária igual ou inferior aos 25 anos de idade são as mais associadas a comportamentos anti-sociais. No entanto, pelo menos 19% dos inquiridos em todos os países consideram que não existe uma relação directa entre a faixa etária e este problema.
Por outro lado, os inquiridos revelaram que os pais têm um papel muito importante no controlo deste tipo de comportamento. A falta de disciplina e a ausência de modelos de comportamento positivos são apontados como elementos favoráveis ao desenvolvimento de comportamentos anti-sociais em todos os países.
Gloria Laycock, do Jill Dando  Institute of Crime Science na University College London comentou o estudo e revelou que esta preocupação com os comportamentos anti-sociais “não é surpreendente, já que todos os dias  são noticiadas pelos meios de comunicação europeus várias variantes  destes actos”. Para além das notícias veiculadas, as pessoas «baseiam-se também nas suas próprias experiências e nas da sua comunidade, e é da combinação destes dois mundos que origina as opiniões apuradas neste estudo da ADT”, garante esta responsável.
Estes resultados desafiam os governos europeus e a própria União Europeia a determinar até que ponto as opiniões recolhidas são um reflexo do crescimento do problema, pois neste caso, seria necessário avaliar cuidadosamente as estatísticas de crimes e os dados policiais em todo o continente europeu.
Se existe este problema, então coloca-se uma questão importante: O que deverá ser feito? Inevitavelmente, os jovens são apontados como menos respeitadores em relação aos outros. Em alguns países, esta situação é considerada uma consequência de tensões culturais, mais do que do consumo excessivo de álcool, mas, globalmente, é vista como estando directamente relacionada com a falta de disciplina, de apoio dos pais e de sentirem o peso da autoridade.
O papel do contexto situacional e do factor oportunidade como causa de muitos dos comportamentos problemáticos existentes não é muito abordado. No entanto, parece ser claro que o consumo de álcool desempenha um papel chave na origem deste tipo de comportamento, pelo menos no Norte da Europa, o que não implica que estejam a ser tomadas medidas específicas para tratar este problema particular.
“Compreender a forma como as pessoas entendem um problema, como o comportamento anti-social, ajuda a definir melhor as estratégias para enfrentar este tipo de questão e foi por isso que promovemos este estudo”, explica o Managing Director da ADT Europe & South Africa, Adrian Casey.
Segundo ele o objectivo é “ajudar as pessoas a sentirem-se mais seguras neste mundo. As soluções de segurança electrónicas que fornecemos ajudam as pessoas a detectar, monitorizar e dissuadir problemas como os comportamentos anti-sociais, no entanto a aplicação de tecnologia isolada raramente é uma solução completa. Tem um papel importante, mas as estratégias mais amplas que envolvam um trabalho conjunto entre público, empresas e autoridades são habitualmente necessárias”.

Os resultados do estudo estão disponíveis no endereço: www.adteurope.com