Para responder à crescente sofisticação e à dimensão internacional do crime, é necessário fortalecer as parcerias entre as empresas, os reguladores e as autoridades policiais, de acordo com os executivos de topo das principais instituições financeiras europeias que estiveram presentes recentemente no “Financial Security Symposium 2007”, em Londres.
Para Chris Fox, antigo presidente da Association of Chief Police Officers do Reino Unido, que presidiu a conferência, “as ameaças à segurança evoluíram rapidamente, ao mesmo tempo que os serviços prestados pelas instituições financeiras também sofreram alterações. As ameaças físicas convencionais como o assalto à mão armada, rapto e assaltos a veículos de transporte de valores permanecem, mas há agora um maior enfoque no crescimento das ameaças não-físicas, como o roubo de identidade e a fraude.”
“A Internet tornou o mundo mais pequeno. Podemos estar na Rússia ou na Nigéria e cometer um crime a milhares de quilómetros de distância. A ameaça é sofisticada e não distingue entre organizações ou indivíduos. Esta conferência reuniu decisores de toda a Europa para partilharem ideias que os ajudem a antever os riscos a que estão sujeitos.”
De acordo com uma pesquisa realizada entre os participantes, cerca de três quartos (74%) consideram que o roubo de identidade e a fraude são os maiores desafios de segurança para o sector financeiro. Da mesma forma, os inquiridos acreditam que os avanços tecnológicos mais significativos dos últimos anos, em termos de segurança, foram os sistemas electrónicos que previnem o roubo de identidade e fraude e a utilização crescente dos circuitos fechados de televisão (CCTV).
Dois terços (66%) dos inquiridos consideram que o factor mais importante na elaboração das estratégias de segurança é a crescente sofisticação dos tipos de comportamento criminoso. No entanto, as opiniões dividiram-se quanto à solução mais eficaz para aumentar a segurança no futuro. A introdução de cartões de identificação pessoal em alguns países, futuros avanços na segurança da banca online e penas mais pesadas para os criminosos foram as ideias que reuniram maior consenso. Além disso, uma maior partilha de informação entre as várias organizações foi outro dos factores considerados importantes.
Martin Gill, Professor de Criminologia na Universidade de Leicester no Reino Unido, sublinhou a importância de compreender o que leva os criminosos a estas práticas. “É muito importante falar com os criminosos para compreender como e porquê cometem esses crimes. Quando compreendemos a forma como eles pensam, podemos planear a melhor forma de resposta.
“Muitas vezes, quando faço a correspondência entre o que os criminosos dizem e o que as empresas fazem, existem lacunas,” continua o Prof. Gill. “As organizações desenvolvem, na maioria das vezes, a sua abordagem em relação à segurança sem compreenderem os problemas que enfrentam realmente. É imperativo que possuam uma estratégia informada e pensada que seja testada de uma forma realista para assegurarem que ela funciona eficazmente.”
“As ameaças à segurança estão a ter um verdadeiro impacto no sector financeiro e bancário,” comenta Ron Krisanda, Presidente da ADT Europa, Médio Oriente e África. “Por exemplo, as perdas devido a fraude de cartões nas caixas automáticas na Europa excederam os 306 milhões de euros em 2006. Embora tenham sido desenvolvidas novas soluções para ajudar a resolver problemas como este, tornou-se claro a partir das discussões neste Simpósio que nenhuma pessoa, empresa ou organização possui todas as respostas. O desenvolvimento de redes para partilha rápida de informação e o trabalho mais estreito irá ajudar as instituições financeiras a protegerem-se de forma mais eficaz.”
Mais informação sobre o “Financial Security Symposium - Simpósio de Segurança Financeira 2007”, patrocinado pela ADT, incluindo a podcasts de entrevistas com alguns dos principais oradores, pode ser encontrada em www.adt.co.uk/financial.
Para aceder ao relatório do Simpósio 2007 "The Financial Security" clique aqui.